terça-feira, 22 de março de 2011

GaWC Research Bulletin 308

GaWC Research Bulletin 308

Bibliografia sobre urbanismo e arquitetura japonesa por Simone Neiva


SACCHI, Lívio. Tokyo: City and architecture. Universe, 2005.
SORENSEN, André. The Making of Urban Japan, Cities and Planning from Edo to 21 st Century. Tokyo, Nissan Institute/Routledge Japanese Studies Series, 2002.
BARTHES, Roland. Empire of signs. New York, Hill and Wang, 1982.
ASHIHARA, Yoshinobu. The Aesthetic of Tokyo. Tokyo, The Ichigaya Publishing Co, 1998. BARTHES, Roland. The pleasure of the text. New York, Hill and Wang, 1975. BERQUE, Augustin. Vivre L’Espace au Japon. Paris, Presses Universitaires de France, 1982. RAPOPORT, Amos. Human Aspects of Urban Form: Towards a Man-Environment Approach to Urban Form and Design. Oxford, Pergamon, 1977. RODOFSKY, Bernard. The Kimono Mind. New York, Prentice Hall, 1965.
BARRIE, Shelton. Learning from the Japanese City: West meets East in Urban Design. London, E & FN Spon, 1999.
BOGNAR, Botond. Contemporary Japanese Architecture: its Development and Challenge. New York, Van Nostrand Reinhold, 1985.
YOSHIDA, Kenko. Essays in idleness: Tsurzureguza of Kenko. New York, Columbia University Press, 1967.
ITOH, Teiji. Tradition in Japan’s formative culture. In BAILEY J. (org). Listening to Japan: a Japanese anthology. New York, Praeger Publishers, 1973.
NAITO, Akira. Planning and Development of Early Edo. Japan Echo, volume XVI, Special Issue, 1987.
YUICHIRO, Kojiro. Japanese communities. Tokyo, Kashima-Shuppan, 1977.
MAKI, Fumihiko. Japanese cities and the concept of oku. Japan Architect, Tokyo, Vol.54, n. 265. p. 50-62, 1979.
NITSCHKE, Gunter. Ma: the Japanese sense of place in old and newarchitecture and planning. Architectural Design, March, 1996.
SEIKE, Kiyoshi. Sumai to ma. In TAKEHINO, Kenmoochi. Nihonjin to ma. Tokyo, Kodansha, 1981.
TAUT, Bruno. Fundamentals of Japanese architecture. Tokyo, 1937.
GALE, Simon J.. Orientation. Process Architecture, Japan: climate, space, and concept, Tokyo, n. 25, august, 1981.
COOPER, Michel (ed) They came to Japan: an anthology of European reports on Japan, 1543-1640. Berkeley: University of California Press, 1975.
TAUT, Bruno. House and people of Japan.
Tokyo, Sanseido, 1958.

sábado, 5 de março de 2011

PROGRAMA THAU 2 2011/01

Conteúdo programático referencial

1.     Os jardins ingleses e franceses, paisagismo (conceito).
2.     Transformações culturais e territoriais Inglaterra no séc XVIII e XIX.
3.     Pinturesco e sublime, Piranesi. Enciclopédia, a nova consciência da natureza; vida, critica e conhecimento.
4.     Cronologia do planejamento urbano. O planejamento urbano no séc. XIX.
5.     O nascimento do urbanismo com Georges Hausmann.
6.     Ildefonso Cerdá e a criação da disciplina do urbanismo.
7.     Camilo Sitte e “Os princípios artísticos da construção da cidade”.
8.     Ebenezer Howard e as cidades jardins. Tony Garnier e a cidade Industrial.
9.     A cidade americana Arranha-céu e Métropole. Escola de Chicago, práticas urbanísticas em Nova York. Wright, a proposição da Broadacre City.
10.  América: os subúrbios e o planejamento regional.
11.  Le Corbusier A Vila Contemporânea e a Vila Radiosa
12.  1ª fase do CIAM 1928-33: Congresso Internacional de Arquitetura Moderna.
13.  2ª fase CIAM 1933-48: A Carta de Atenas.
14.  Arquitetura do Iluminismo: L. Boullé e C. N. Ledoux. Neoclassicismo.
15.  Julien Guadet e J. Nicolas Durand. Composição Elementar e Planejamento Axial, Belas Artes e Politécnica.
16.  Historicismo, F. Schinkel, Inglaterra e França. Thomas Jefferson, América e no Brasil. Ecletismo. Internacional e local
17.  O problema da arte decorativa. J. Ruskin, W. Morris. Os Modernismos: V. Horta, Van de Velde, Mackintosh, Gaudi. Adolf Loss, “ornamento é crime”.
18.  Desenvolvimento de novas técnicas, materiais e tipologias. Arquitetura dos Engenheiros. O concreto armado, Petrus Berlarge, Auguste Perret. Escola de Chicago.
19.  Francis Lloyd Wright e a arquitetura orgânica aos anos 30 e 40.
20.  Expressionismo arquitetônico e o Futurismo.
21.  As vanguardas construtivas históricas e a nova concepção espacial: o neoplasticismo e o construtivismo russo. O Racionalismo Italiano. Giusepe Terragni.
22.  Bauhaus: 1ª fase com Walter Gropius e a 2ª fase com a nova Objetividade.
23.  Mies Van der Rohe: tecnologia, criatividade e o projeto de arquitetura.
24.  Le Corbusier princípios de composição e tecnologia.
25.  Atuação da segunda geração de arquitetos modernos. Alvar Aalto. Lucio Costa, Oscar Niemeyer. Repercussão regional. (Abordagem transversal)

Bibliografia

ábalo, Inaki & HERREROS, Juan. técnica y arquitectura em la ciudad contemporanea. Madri : Nerea, 2000, 3 a edição
Argan, Giulio Carlo. Arte Moderna. São Paulo. Companhia das Letras, 1992.
_________________. História na metodologia do projeto. Revista Caramelo FAUUSP. São Paulo.
BANHAN, Reyner. Teoria e Projeto na Primeira Era da Máquina. São Paulo: Perspectiva, 1979
BENEVOLO, Leonardo. A Cidade e o Arquiteto, Método e História na Arquitetura, São Paulo: Perspectiva, 1984.
___________________. História da Arquitetura Moderna, São Paulo: Perspectiva. 1985.
BENJAMIN, Walter. Obras Completas. São Paulo: Brasiliense vol. I e III.
CAVALCANTI, Lauro. Moderno e Brasileiro. A história de uma nova linguagem na arquitetura (1930-60). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2006
CHIPP, H. B. Teorias da Arte Moderna. São Paulo: Martins Fontes.
CHOAY, Francoise. O Urbanismo, Utopias e Realidades, uma antologia, São Paulo: Perspectiva, 1992.
________________. A Regra e o Modelo. São Paulo: Perspectiva.
COLQUHOUN, Alan. La Arquitectura Moderna, uma história desapasionada. Barcelona. Gustavo Gili, 2005.
DUARTE, Fábio. Arquitetura e tecnologias de informação da revolução industrial à revolução digital. São Paulo: FAPESP: Annablume, 1999.
* FRAMPTON, Kenneth. História Crítica da Arquitetura Moderna. São Paulo: Martins Fontes, 1997. Livro Básico
GIEDION, Sigfried. Espaço, tempo e Arquitetura. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
HABERMAS, Jürgen. O Discurso Filosófico da Modernidade. Lisboa: Presença. 1990.
HOWARD, Ebenezer. Cidades-Jardins de Amanhã. São Paulo: HUCITEC, 1996
KAULFMANN, Emil. De Ledoux a Le Corbusier. Origen y desarollo de la arquitectura autonoma. Barcelona : Gustavo Gili, 1982.
KOPP, Anatole. Quando o moderno não era um estilo e sim uma causa. São Paulo: Nobel: Edusp, 1990.
LAMAS, José M. R. G. Morfologia urbana e desenho da cidade. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2000.
LE CORBUSIER. Por uma Arquitetura. São Paulo: Perspectiva. 1989.
_____________. Carta de Atenas. São Paulo: Hucitec, 1993.
_____________. Urbanismo. São Paulo: Martins Fontes. 1992. (1a ed. 1924)
_____________. Planejamento Urbano. São Paulo: Perspectiva, 1984
_____________. A Arte Decorativa. São Paulo: Martins Fontes, 1996
_____________. Precisões. São Paulo: Cosac & Naify, 2004.
MOHOLY−NAGY, László. Do material à arquitetura. Barcelona: Gustavo Gili
RICKLEY, George. Construtivismo, origens e evolução. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.
ROWE, Colin & KOETTER, Fred. Ciudad Collage. Barcelona: GG. 1981.
SITTE, Camilo. A Construção das Cidades Segundo seus Princípios Artísticos. São Paulo: Ática
SENNET, Richard. O Declínio do Homem Público. São Paulo: Companhia das Letras, 1989
STAROBINSKI, Jean. A Invenção da Liberdade. São Paulo: EdUNESP. 1994.
STRIKE, James. De La construcción a los proyectos. Barcelona Editorial Reverté, 2004.
TAFURI, Manfredo & DAL CO, Francesco. Modern Architecture/1, Milão: Electa. New York. Rizzoli, 1979.
TAFURI, Manfredo. Teorias e História da Arquitetura. Lisboa, Presença, 1979
_______________. La Esfera y el Laberinto, Vanguardias y Arquitectura de Piranesi a los años 30. Barcelona: Gustavo Gili, 1984.
ZEVI, Bruno. A linguagem Moderna da Arquitetura. Lisboa : Don Quixote.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Roteiro de trabalho individual THAU2 2010-2

(entrega dia 10 de dezembro impressa)

Questão 1. Descrever sobre a Carta de Atenas (4 pontos):
1. Que tipo de documento é a Carta de Atenas;
2. Contextualize historicamente este documento;
3. Qual o núcleo (qual a problemática central) da tese da Carta de Atenas;
4. Descreva a subdivisão lógica (a estrutura do texto) e quais as problemáticas principais e secundárias. Esta apresentação da estrutura do texto deve ser acompanhada de explicações que dêem conta sobre as problemáticas principais do texto.

Questão 2. O aluno deve responder apenas uma das questões seguintes (decidida por sorteio). A resposta deve dar conta dos conceitos chave do enunciado e do que foi perguntado objetivamente. (2 pontos)
1. Que concepção de zoneamento é proposta na carta de Atenas? Defina zoneamento
2. Que modelo de planejamento urbano é preconizado na Carta de Atenas?
3. Como é tratado o uso do solo na Carta de Atenas? Defina uso do solo
4. Que premissas relativas ao estado “atual” e crítico das cidades (anos 1930) são descritas no texto da Carta de Atenas?
5. A partir das críticas a cidade preexistente (aos anos 1930) quais as principais propostas e aspectos que deveriam ser respeitados para a melhoria da sua estrutura urbana segundo a Carta de Atenas?.
6. Que aspectos principais a carta preconiza para melhoria da qualidade de vida dos habitantes de uma “cidade moderna” funcional?
7. Que considerações são feitas sobre a relação de pelos menos dois dos setores da cidade moderna funcional? Setores: habitação e trabalho
8. Que considerações são feitas sobre a relação de pelos menos dois dos setores da cidade moderna funcional? Setores: habitação e circulação
9. Que considerações são feitas sobre a relação de pelos menos dois dos setores da cidade moderna funcional? Setores: habitação e lazer
10. Que considerações são feitas sobre a relação de pelos menos dois dos setores da cidade moderna funcional? Setores: trabalho e circulação
11. Que considerações são feitas sobre a relação entre o setor trabalho (indústria) e recursos naturais na cidade moderna funcional?
12. Quais as considerações sobre as áreas verdes descritas na Carta de Atenas?
13. Aponte e discuta as proposições que constam na Carta de Atenas sobre a estandardização industrial das construções e seus componentes?
14. O que é proposto em relação a cidade e sua região?
15. O que A Carta de Atenas propõe sobre o patrimônio histórico?
16. Que aspectos principais a Carta coloca como metodologia de planejamento de cidades e regiões?
17. Que aspectos principais a Carta coloca como teoria de planejamento de cidades e regiões?
18. Qual a finalidade do planejamento proposto na Carta de Atenas?
19. Que proposições e sentenças principais estão contidas no documento sobre a relação entre interesse privado e interesse coletivo?


Questão 3. Apresente um projeto urbanístico que pode ser enquadrado como uma produção que respeita os paradigmas do CIAM ou da Carta de Atenas? Descreva principais aspectos, designando autoria, contexto histórico-geográfico. (2 pontos)


Questão 4. O texto de Phillipe Panerai “Retorno a Cidade” publicado na revista projeto de 1994, defende a amplitude dos modos e do repertório para se fazer o espaço público, faz críticas e propõe alternativas à Carta de Atenas. As principais críticas se referem aos princípios de abordagem do espaço público, à escala de abordagem da cidade e à modalidade de planejamento dos espaços da cidade propostos na Carta de Atenas (1933). Discuta um dos aspectos que considera mais importantes do artigo de Panerai. (2 pontos)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Urbanistas alemães 1876-1900

Inicialmente as intervenções urbanas na Alemanha se caracterizam pelas reformas urbanas (ex. Ring de Viena, etc). Mas em seguida algumas práticas podem ser reconhecidas como planning. Estas advém da necessidade de resolver problemas decorrentes do crescimento urbano vertiginoso;
1875- Berlim tem 1,9 milhões de hab. no centro mas somando a população dos distritos tem 2,7 hab.
Em 1900 Berlim é a maior cidade da Europa.

Primeira fase do urbanismo alemão: Planos de reforma urbana; Planos de extensão/ expansão urbana

Modelo inicial – 1862 - Hobrech, intervenção em Berlim;
1874 – Verband produz um modelo de abordagem para expansão da cidade muito influente,
R. Baumeister 1876 – “Extensão das cidades: seus links com interesses técnicos e econômicos e regulamentação das construções;
O livro define duas metas principais: produzir habitação (housing) e facilitar a circulação;
Não há discurso sobre soluções ideais como há em Ildfonso Cerdá. Mas Baumeinster pretende fonecer base científica e funcional que guie o desenvolvimento urbano, sobretudo nos assuntos: sistema viário, housing e organização dos distritos industriais.

Proposta de zoneamento de R. Baumeinster
Utilizada no Plano de Frankfurt 1891
Introduz espacialidades com distintas regras de construção controlando densidades diferentes; direcionando e controlando localização de funções urbanas;
O zoneamento muda o processo de planejamento da extensão/ expansão urbana, muda o modo de abordagem do crescimento urbano (controle).

Joseph Stübben
Propõe a necessidade de reconsiderar a estrutura e o funcionamento do conjunto urbano – centro e extensão
Stübben, assim como Camillo Sitte, superam Baumeinster como paradigma de intervenção no espaço urbano, para além da extensão urbana e o stadtebau (construção da cidade) aproximando-se do planejamento urbano, de acordo com Stephen (ver referência).

Camillo Sitte (1843-1903) com o livro “A Construção das Cidades segundo seus Princípios Artísticos”, de 1889, avalia o planejamento urbano do seu tempo, questionando os critérios técnicos e higienistas que os norteavam.
Destacava o caráter urbano e artístico de cidades antigas que conhecia (principalmente praças, que se formavam paulatinamente in natura e com o tempo.
A escolha do termo construção das cidades para o seu livro ao invés de planejamento ou projeto, mostra a perspectiva empírica de sua abordagem, enfatizando a síntese das artes produzida na prática artesanal, no lugar do projeto ou desenho prévio.
Camillo Sitte repudiava a concepção prévia/ total do plano urbano, aceitava o planejamento da expansão urbana.
O planning propriamente dito, segundo Stephen, se estabelece a partir de:
HOWARD, Ebenezer 1902, Garden Cities of Tomorrow, Swan Sonnenscheim & Co., London. UNWIN, Raimond 1909, Town Planning in practice: An introduccion of the Art of Designing Cities and Suburbs, T. Fisher Unwin, London; 2ª ed. con nueva introducción del Autor, 1911; 7ª ed. London.
UNWIN, Raimond 1909, Town Planning in practice: An introduccion of the Art of Designing Cities and Suburbs, T. Fisher Unwin, London; 2ª ed. con nueva introducción del Autor, 1911; 7ª ed. London.
GEDDES, Patrick 1915, Cities in Evolution: an introduction to the town planning movement and the study of civics, Williams & Norgate, London.



REFERÊNCIA PRINCIPAL
WARD, Sephen V..Planning the Twentieth Century City: The Advanced Capitalist World. Ed. John Wiley & Sons.