Textos, fichas de leitura, trabalhos de alunos da disciplina Teoria da arquitetura e do urbanismo, Departamento de Arquitetura e Urbanismo, UFES. Recorte histórico: do iluminismo ao segundo pós guerra
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Roteiro de trabalho individual THAU2 2010-2
(entrega dia 10 de dezembro impressa)
Questão 1. Descrever sobre a Carta de Atenas (4 pontos):
1. Que tipo de documento é a Carta de Atenas;
2. Contextualize historicamente este documento;
3. Qual o núcleo (qual a problemática central) da tese da Carta de Atenas;
4. Descreva a subdivisão lógica (a estrutura do texto) e quais as problemáticas principais e secundárias. Esta apresentação da estrutura do texto deve ser acompanhada de explicações que dêem conta sobre as problemáticas principais do texto.
Questão 2. O aluno deve responder apenas uma das questões seguintes (decidida por sorteio). A resposta deve dar conta dos conceitos chave do enunciado e do que foi perguntado objetivamente. (2 pontos)
1. Que concepção de zoneamento é proposta na carta de Atenas? Defina zoneamento
2. Que modelo de planejamento urbano é preconizado na Carta de Atenas?
3. Como é tratado o uso do solo na Carta de Atenas? Defina uso do solo
4. Que premissas relativas ao estado “atual” e crítico das cidades (anos 1930) são descritas no texto da Carta de Atenas?
5. A partir das críticas a cidade preexistente (aos anos 1930) quais as principais propostas e aspectos que deveriam ser respeitados para a melhoria da sua estrutura urbana segundo a Carta de Atenas?.
6. Que aspectos principais a carta preconiza para melhoria da qualidade de vida dos habitantes de uma “cidade moderna” funcional?
7. Que considerações são feitas sobre a relação de pelos menos dois dos setores da cidade moderna funcional? Setores: habitação e trabalho
8. Que considerações são feitas sobre a relação de pelos menos dois dos setores da cidade moderna funcional? Setores: habitação e circulação
9. Que considerações são feitas sobre a relação de pelos menos dois dos setores da cidade moderna funcional? Setores: habitação e lazer
10. Que considerações são feitas sobre a relação de pelos menos dois dos setores da cidade moderna funcional? Setores: trabalho e circulação
11. Que considerações são feitas sobre a relação entre o setor trabalho (indústria) e recursos naturais na cidade moderna funcional?
12. Quais as considerações sobre as áreas verdes descritas na Carta de Atenas?
13. Aponte e discuta as proposições que constam na Carta de Atenas sobre a estandardização industrial das construções e seus componentes?
14. O que é proposto em relação a cidade e sua região?
15. O que A Carta de Atenas propõe sobre o patrimônio histórico?
16. Que aspectos principais a Carta coloca como metodologia de planejamento de cidades e regiões?
17. Que aspectos principais a Carta coloca como teoria de planejamento de cidades e regiões?
18. Qual a finalidade do planejamento proposto na Carta de Atenas?
19. Que proposições e sentenças principais estão contidas no documento sobre a relação entre interesse privado e interesse coletivo?
Questão 3. Apresente um projeto urbanístico que pode ser enquadrado como uma produção que respeita os paradigmas do CIAM ou da Carta de Atenas? Descreva principais aspectos, designando autoria, contexto histórico-geográfico. (2 pontos)
Questão 4. O texto de Phillipe Panerai “Retorno a Cidade” publicado na revista projeto de 1994, defende a amplitude dos modos e do repertório para se fazer o espaço público, faz críticas e propõe alternativas à Carta de Atenas. As principais críticas se referem aos princípios de abordagem do espaço público, à escala de abordagem da cidade e à modalidade de planejamento dos espaços da cidade propostos na Carta de Atenas (1933). Discuta um dos aspectos que considera mais importantes do artigo de Panerai. (2 pontos)
Questão 1. Descrever sobre a Carta de Atenas (4 pontos):
1. Que tipo de documento é a Carta de Atenas;
2. Contextualize historicamente este documento;
3. Qual o núcleo (qual a problemática central) da tese da Carta de Atenas;
4. Descreva a subdivisão lógica (a estrutura do texto) e quais as problemáticas principais e secundárias. Esta apresentação da estrutura do texto deve ser acompanhada de explicações que dêem conta sobre as problemáticas principais do texto.
Questão 2. O aluno deve responder apenas uma das questões seguintes (decidida por sorteio). A resposta deve dar conta dos conceitos chave do enunciado e do que foi perguntado objetivamente. (2 pontos)
1. Que concepção de zoneamento é proposta na carta de Atenas? Defina zoneamento
2. Que modelo de planejamento urbano é preconizado na Carta de Atenas?
3. Como é tratado o uso do solo na Carta de Atenas? Defina uso do solo
4. Que premissas relativas ao estado “atual” e crítico das cidades (anos 1930) são descritas no texto da Carta de Atenas?
5. A partir das críticas a cidade preexistente (aos anos 1930) quais as principais propostas e aspectos que deveriam ser respeitados para a melhoria da sua estrutura urbana segundo a Carta de Atenas?.
6. Que aspectos principais a carta preconiza para melhoria da qualidade de vida dos habitantes de uma “cidade moderna” funcional?
7. Que considerações são feitas sobre a relação de pelos menos dois dos setores da cidade moderna funcional? Setores: habitação e trabalho
8. Que considerações são feitas sobre a relação de pelos menos dois dos setores da cidade moderna funcional? Setores: habitação e circulação
9. Que considerações são feitas sobre a relação de pelos menos dois dos setores da cidade moderna funcional? Setores: habitação e lazer
10. Que considerações são feitas sobre a relação de pelos menos dois dos setores da cidade moderna funcional? Setores: trabalho e circulação
11. Que considerações são feitas sobre a relação entre o setor trabalho (indústria) e recursos naturais na cidade moderna funcional?
12. Quais as considerações sobre as áreas verdes descritas na Carta de Atenas?
13. Aponte e discuta as proposições que constam na Carta de Atenas sobre a estandardização industrial das construções e seus componentes?
14. O que é proposto em relação a cidade e sua região?
15. O que A Carta de Atenas propõe sobre o patrimônio histórico?
16. Que aspectos principais a Carta coloca como metodologia de planejamento de cidades e regiões?
17. Que aspectos principais a Carta coloca como teoria de planejamento de cidades e regiões?
18. Qual a finalidade do planejamento proposto na Carta de Atenas?
19. Que proposições e sentenças principais estão contidas no documento sobre a relação entre interesse privado e interesse coletivo?
Questão 3. Apresente um projeto urbanístico que pode ser enquadrado como uma produção que respeita os paradigmas do CIAM ou da Carta de Atenas? Descreva principais aspectos, designando autoria, contexto histórico-geográfico. (2 pontos)
Questão 4. O texto de Phillipe Panerai “Retorno a Cidade” publicado na revista projeto de 1994, defende a amplitude dos modos e do repertório para se fazer o espaço público, faz críticas e propõe alternativas à Carta de Atenas. As principais críticas se referem aos princípios de abordagem do espaço público, à escala de abordagem da cidade e à modalidade de planejamento dos espaços da cidade propostos na Carta de Atenas (1933). Discuta um dos aspectos que considera mais importantes do artigo de Panerai. (2 pontos)
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Urbanistas alemães 1876-1900
Inicialmente as intervenções urbanas na Alemanha se caracterizam pelas reformas urbanas (ex. Ring de Viena, etc). Mas em seguida algumas práticas podem ser reconhecidas como planning. Estas advém da necessidade de resolver problemas decorrentes do crescimento urbano vertiginoso;
1875- Berlim tem 1,9 milhões de hab. no centro mas somando a população dos distritos tem 2,7 hab.
Em 1900 Berlim é a maior cidade da Europa.
Primeira fase do urbanismo alemão: Planos de reforma urbana; Planos de extensão/ expansão urbana
Modelo inicial – 1862 - Hobrech, intervenção em Berlim;
1874 – Verband produz um modelo de abordagem para expansão da cidade muito influente,
R. Baumeister 1876 – “Extensão das cidades: seus links com interesses técnicos e econômicos e regulamentação das construções;
O livro define duas metas principais: produzir habitação (housing) e facilitar a circulação;
Não há discurso sobre soluções ideais como há em Ildfonso Cerdá. Mas Baumeinster pretende fonecer base científica e funcional que guie o desenvolvimento urbano, sobretudo nos assuntos: sistema viário, housing e organização dos distritos industriais.
Proposta de zoneamento de R. Baumeinster
Utilizada no Plano de Frankfurt 1891
Introduz espacialidades com distintas regras de construção controlando densidades diferentes; direcionando e controlando localização de funções urbanas;
O zoneamento muda o processo de planejamento da extensão/ expansão urbana, muda o modo de abordagem do crescimento urbano (controle).
Joseph Stübben
Propõe a necessidade de reconsiderar a estrutura e o funcionamento do conjunto urbano – centro e extensão
Stübben, assim como Camillo Sitte, superam Baumeinster como paradigma de intervenção no espaço urbano, para além da extensão urbana e o stadtebau (construção da cidade) aproximando-se do planejamento urbano, de acordo com Stephen (ver referência).
Camillo Sitte (1843-1903) com o livro “A Construção das Cidades segundo seus Princípios Artísticos”, de 1889, avalia o planejamento urbano do seu tempo, questionando os critérios técnicos e higienistas que os norteavam.
Destacava o caráter urbano e artístico de cidades antigas que conhecia (principalmente praças, que se formavam paulatinamente in natura e com o tempo.
A escolha do termo construção das cidades para o seu livro ao invés de planejamento ou projeto, mostra a perspectiva empírica de sua abordagem, enfatizando a síntese das artes produzida na prática artesanal, no lugar do projeto ou desenho prévio.
Camillo Sitte repudiava a concepção prévia/ total do plano urbano, aceitava o planejamento da expansão urbana.
O planning propriamente dito, segundo Stephen, se estabelece a partir de:
HOWARD, Ebenezer 1902, Garden Cities of Tomorrow, Swan Sonnenscheim & Co., London. UNWIN, Raimond 1909, Town Planning in practice: An introduccion of the Art of Designing Cities and Suburbs, T. Fisher Unwin, London; 2ª ed. con nueva introducción del Autor, 1911; 7ª ed. London.
UNWIN, Raimond 1909, Town Planning in practice: An introduccion of the Art of Designing Cities and Suburbs, T. Fisher Unwin, London; 2ª ed. con nueva introducción del Autor, 1911; 7ª ed. London.
GEDDES, Patrick 1915, Cities in Evolution: an introduction to the town planning movement and the study of civics, Williams & Norgate, London.
REFERÊNCIA PRINCIPAL
WARD, Sephen V..Planning the Twentieth Century City: The Advanced Capitalist World. Ed. John Wiley & Sons.
1875- Berlim tem 1,9 milhões de hab. no centro mas somando a população dos distritos tem 2,7 hab.
Em 1900 Berlim é a maior cidade da Europa.
Primeira fase do urbanismo alemão: Planos de reforma urbana; Planos de extensão/ expansão urbana
Modelo inicial – 1862 - Hobrech, intervenção em Berlim;
1874 – Verband produz um modelo de abordagem para expansão da cidade muito influente,
R. Baumeister 1876 – “Extensão das cidades: seus links com interesses técnicos e econômicos e regulamentação das construções;
O livro define duas metas principais: produzir habitação (housing) e facilitar a circulação;
Não há discurso sobre soluções ideais como há em Ildfonso Cerdá. Mas Baumeinster pretende fonecer base científica e funcional que guie o desenvolvimento urbano, sobretudo nos assuntos: sistema viário, housing e organização dos distritos industriais.
Proposta de zoneamento de R. Baumeinster
Utilizada no Plano de Frankfurt 1891
Introduz espacialidades com distintas regras de construção controlando densidades diferentes; direcionando e controlando localização de funções urbanas;
O zoneamento muda o processo de planejamento da extensão/ expansão urbana, muda o modo de abordagem do crescimento urbano (controle).
Joseph Stübben
Propõe a necessidade de reconsiderar a estrutura e o funcionamento do conjunto urbano – centro e extensão
Stübben, assim como Camillo Sitte, superam Baumeinster como paradigma de intervenção no espaço urbano, para além da extensão urbana e o stadtebau (construção da cidade) aproximando-se do planejamento urbano, de acordo com Stephen (ver referência).
Camillo Sitte (1843-1903) com o livro “A Construção das Cidades segundo seus Princípios Artísticos”, de 1889, avalia o planejamento urbano do seu tempo, questionando os critérios técnicos e higienistas que os norteavam.
Destacava o caráter urbano e artístico de cidades antigas que conhecia (principalmente praças, que se formavam paulatinamente in natura e com o tempo.
A escolha do termo construção das cidades para o seu livro ao invés de planejamento ou projeto, mostra a perspectiva empírica de sua abordagem, enfatizando a síntese das artes produzida na prática artesanal, no lugar do projeto ou desenho prévio.
Camillo Sitte repudiava a concepção prévia/ total do plano urbano, aceitava o planejamento da expansão urbana.
O planning propriamente dito, segundo Stephen, se estabelece a partir de:
HOWARD, Ebenezer 1902, Garden Cities of Tomorrow, Swan Sonnenscheim & Co., London. UNWIN, Raimond 1909, Town Planning in practice: An introduccion of the Art of Designing Cities and Suburbs, T. Fisher Unwin, London; 2ª ed. con nueva introducción del Autor, 1911; 7ª ed. London.
UNWIN, Raimond 1909, Town Planning in practice: An introduccion of the Art of Designing Cities and Suburbs, T. Fisher Unwin, London; 2ª ed. con nueva introducción del Autor, 1911; 7ª ed. London.
GEDDES, Patrick 1915, Cities in Evolution: an introduction to the town planning movement and the study of civics, Williams & Norgate, London.
REFERÊNCIA PRINCIPAL
WARD, Sephen V..Planning the Twentieth Century City: The Advanced Capitalist World. Ed. John Wiley & Sons.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
NOVA YORK DESCOBRE O ZONEAMENTO
Peter Hall - Cidades do amanha (sumula)
Extrato da súmula do arq. Pitanga do Amparo
Os norte-americanos já haviam feito coisa melhor. Seus clássicos subúrbios do século XIX e início do XX, todos eles planejados em torno de estações ferroviárias de interligação com o centro - Llewellyn Park, em Nova Jersey, Lake Forest em Riverside, arrabalde de Chicago, Forest Hills Gardens em Nova York - tinham todos um padrão de projeto conspicuamente alto; Riverside, (...), foi quase com certeza um dos modelos utilizados por Ebenezer Howard em sua cidade-jardim.
(...) Nova York inaugurou seu primeiro trecho de metrô em 1904 (...) Entretanto, como efeito indireto do trabalho de Veiller, surgiu a Comissão para a Superpopulação, criada graças aos esforços dos líderes de centros assistenciais em 1907, e que, em seu relatório de 1911,declarou-se a favor da descentralização através do sistema de transporte.(...) transporte melhor era faca de dois gumes: também poderia significar uma saturação populacional até pior do núcleo urbano, visto que traria mais trabalhadores para dentro dele e contribuiria para uma crescente valorização do solo. Eis o paradoxo que só uma medida complementar que impusesse restrições à altura e à concentração dos edifícios poderia resolver.
O secretário executivo da Comissão era Benjamin C. Marsh, um advogado e reformista social, seu colega visitante, um advogado nova-iorquino chamado Edward M. Bassett. Marsh, em especial, escolheu Frankfurt e seu Bürgermeister Franz Adickes, como o modelo a ser seguido pelas cidades norte-americanas.(...)
Portanto ,o zoneamento chegou a Nova York vindo da Alemanha,(...) foi o modelo alemão de zoneamento conjugado de uso do solo e altura de edifícios que, importado pela cidade de Nova York quando da aprovação da lei de zoneamento de 1916, constitui o mais significativo avanço já registrado na história ainda incipiente do planejamento urbano norte-americano.
As informações e datas a seguir podem ser referência para essa afirmativa de Peter Hall:
O Planejamento Urbano na Alemanha criou novas técnicas de controle do crescimento urbano, fundava-se em padrões organicamente assentados no desenvolvimento da iniciativa privada. Os urbanistas alemães R. Baumeinster (1833-1917) e J. Stubben (1845-1936) difundiram suas idéias em manuais técnicos e ajudaram a fornecer indicações objetivas à uma expansão organizada através de normas de desenho (afastamentos, índices de ocupação, gabaritos) ao invés de soluções formais prefiguradas ou modelos, diferentemente de Ildefonso Cerdá em Barcelona. Enquanto, os manuais técnicos colocavam regras adaptáveis à diferentes condições urbanas; Camillo Sitte trabalhava com a idéia da individualidade dos espaços urbanos.
Baumeinster compreendeu o planejamento urbano como campo de experimentação científica. Produziu manuais básicos sobre os aspectos legais e técnicos da disciplina. Propunha o planejamento urbano em função do tráfego e foi pioneiro na estruturação legal do zoneamento. Tal como Camillo Sitte, Baumeister criticava o uso indiscriminado dos sistemas cartesianos. Recomendando o efeito estético das ruas curvas e a importância do fechamento por “paredes” das praças públicas.
Camillo Sitte em seu livro utiliza um método analítico de comparação entre cidades antigas e modernas, destaca dois aspectos importantes a “idéia artística de base” (modelos e indicações figurativas para projeto: a rua, a praça, o tecido contínuo construído) e uma sucessão de diversos tipos de paisagens urbanas, que balizam a história estética das cidades. Sitte busca estruturas constantes , quer dizer, regras de dimensionamento de praças, relação entre edifícios e praças, fechamentos laterais, disposição de monumentos, árvores, arcadas, etc.
Continuação do texto de Peter Hall sobre Nova York...
(...) No mesmo ano da aprovação da lei em Nova York, John Nolen, concordando com um escritor inglês, afirmaria que o planejamento norte-americano só tinha como meta o progresso urbano quando este não colidia com interesses paramentados. E como foi de Nova York que o zoneamento, como movimento, se espalhou pela nação inteira, essa foi a imagem que dele ficou.
(...) em 1921, Herbert Hoover, no cargo de ministro do Comércio, criou um Comitê Consultivo para Zoneamento que incluía Bassett e Veiller; daí resultou uma Lei de Incentivo ao Zoneamento Estatal Padronizado, de 1923, amplamente adotada e à qual se seguiu, em 1927, uma Lei de Incentivo ao Planejamento Urbano Padronizado, adotada por vários Estados a fim de darem autoridade legal aos planos diretores municipais. E uma série de questões legais sobre limites, que culminaram no histórico caso de 1920, Povoado de Euclid, Ohio, et al.
vs. Ambler Realty Company, estabeleceu a validade do zoneamento como legítima expressão do geral poder de polícia. (...) Em Euclid vs. Ambler, o grande planejador-advogado Alfred Bettman declarava que o "bem-estar público" servido pelo zoneamento consistia na valorização das propriedades da comunidade. (...) Ou nas palavras de um comentador tardio [F. J. Popper (1981)]: "O objetivo básico do zoneamento era mantê-los em seus lugares - fora."
HALL, Peter. Cidades do Amnhã. São Paulo: Peespectiva
SITTE, Camillo. A construção das cidades segundo seus princípios artísticos, 1889.
COLLINS, George R. e COLLINS, Christiane C.. Camillo Sitte Y el Nascimiento del Urbanismo Moderno. Barcelona : Ed. GG, 1984
CHOAY, Francoise, O Urbanismo, Utopias e Realidades, uma antologia, ed. francesa 1965, 3. ed. brasileira 1992
TAFURI, Manfredo e DAL CO, Francesco. Modern Architecture/1, ed. italiana 1976, ed. americana 1986
Extrato da súmula do arq. Pitanga do Amparo
Os norte-americanos já haviam feito coisa melhor. Seus clássicos subúrbios do século XIX e início do XX, todos eles planejados em torno de estações ferroviárias de interligação com o centro - Llewellyn Park, em Nova Jersey, Lake Forest em Riverside, arrabalde de Chicago, Forest Hills Gardens em Nova York - tinham todos um padrão de projeto conspicuamente alto; Riverside, (...), foi quase com certeza um dos modelos utilizados por Ebenezer Howard em sua cidade-jardim.
(...) Nova York inaugurou seu primeiro trecho de metrô em 1904 (...) Entretanto, como efeito indireto do trabalho de Veiller, surgiu a Comissão para a Superpopulação, criada graças aos esforços dos líderes de centros assistenciais em 1907, e que, em seu relatório de 1911,declarou-se a favor da descentralização através do sistema de transporte.(...) transporte melhor era faca de dois gumes: também poderia significar uma saturação populacional até pior do núcleo urbano, visto que traria mais trabalhadores para dentro dele e contribuiria para uma crescente valorização do solo. Eis o paradoxo que só uma medida complementar que impusesse restrições à altura e à concentração dos edifícios poderia resolver.
O secretário executivo da Comissão era Benjamin C. Marsh, um advogado e reformista social, seu colega visitante, um advogado nova-iorquino chamado Edward M. Bassett. Marsh, em especial, escolheu Frankfurt e seu Bürgermeister Franz Adickes, como o modelo a ser seguido pelas cidades norte-americanas.(...)
Portanto ,o zoneamento chegou a Nova York vindo da Alemanha,(...) foi o modelo alemão de zoneamento conjugado de uso do solo e altura de edifícios que, importado pela cidade de Nova York quando da aprovação da lei de zoneamento de 1916, constitui o mais significativo avanço já registrado na história ainda incipiente do planejamento urbano norte-americano.
As informações e datas a seguir podem ser referência para essa afirmativa de Peter Hall:
O Planejamento Urbano na Alemanha criou novas técnicas de controle do crescimento urbano, fundava-se em padrões organicamente assentados no desenvolvimento da iniciativa privada. Os urbanistas alemães R. Baumeinster (1833-1917) e J. Stubben (1845-1936) difundiram suas idéias em manuais técnicos e ajudaram a fornecer indicações objetivas à uma expansão organizada através de normas de desenho (afastamentos, índices de ocupação, gabaritos) ao invés de soluções formais prefiguradas ou modelos, diferentemente de Ildefonso Cerdá em Barcelona. Enquanto, os manuais técnicos colocavam regras adaptáveis à diferentes condições urbanas; Camillo Sitte trabalhava com a idéia da individualidade dos espaços urbanos.
Baumeinster compreendeu o planejamento urbano como campo de experimentação científica. Produziu manuais básicos sobre os aspectos legais e técnicos da disciplina. Propunha o planejamento urbano em função do tráfego e foi pioneiro na estruturação legal do zoneamento. Tal como Camillo Sitte, Baumeister criticava o uso indiscriminado dos sistemas cartesianos. Recomendando o efeito estético das ruas curvas e a importância do fechamento por “paredes” das praças públicas.
Camillo Sitte em seu livro utiliza um método analítico de comparação entre cidades antigas e modernas, destaca dois aspectos importantes a “idéia artística de base” (modelos e indicações figurativas para projeto: a rua, a praça, o tecido contínuo construído) e uma sucessão de diversos tipos de paisagens urbanas, que balizam a história estética das cidades. Sitte busca estruturas constantes , quer dizer, regras de dimensionamento de praças, relação entre edifícios e praças, fechamentos laterais, disposição de monumentos, árvores, arcadas, etc.
Continuação do texto de Peter Hall sobre Nova York...
(...) No mesmo ano da aprovação da lei em Nova York, John Nolen, concordando com um escritor inglês, afirmaria que o planejamento norte-americano só tinha como meta o progresso urbano quando este não colidia com interesses paramentados. E como foi de Nova York que o zoneamento, como movimento, se espalhou pela nação inteira, essa foi a imagem que dele ficou.
(...) em 1921, Herbert Hoover, no cargo de ministro do Comércio, criou um Comitê Consultivo para Zoneamento que incluía Bassett e Veiller; daí resultou uma Lei de Incentivo ao Zoneamento Estatal Padronizado, de 1923, amplamente adotada e à qual se seguiu, em 1927, uma Lei de Incentivo ao Planejamento Urbano Padronizado, adotada por vários Estados a fim de darem autoridade legal aos planos diretores municipais. E uma série de questões legais sobre limites, que culminaram no histórico caso de 1920, Povoado de Euclid, Ohio, et al.
vs. Ambler Realty Company, estabeleceu a validade do zoneamento como legítima expressão do geral poder de polícia. (...) Em Euclid vs. Ambler, o grande planejador-advogado Alfred Bettman declarava que o "bem-estar público" servido pelo zoneamento consistia na valorização das propriedades da comunidade. (...) Ou nas palavras de um comentador tardio [F. J. Popper (1981)]: "O objetivo básico do zoneamento era mantê-los em seus lugares - fora."
HALL, Peter. Cidades do Amnhã. São Paulo: Peespectiva
SITTE, Camillo. A construção das cidades segundo seus princípios artísticos, 1889.
COLLINS, George R. e COLLINS, Christiane C.. Camillo Sitte Y el Nascimiento del Urbanismo Moderno. Barcelona : Ed. GG, 1984
CHOAY, Francoise, O Urbanismo, Utopias e Realidades, uma antologia, ed. francesa 1965, 3. ed. brasileira 1992
TAFURI, Manfredo e DAL CO, Francesco. Modern Architecture/1, ed. italiana 1976, ed. americana 1986
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Solar em Recife

Academia Pernambucana de Letras. Recife.
O edifício, um nobre e harmonioso solar que pertencia ao Barão Rodrigues Mendes, um comerciante português, foi projetado pelo francês Louis Vauthier, e teve sua construção concluída em 1870, em estilo neoclássico, todo revestido com azulejos portugueses.
Foto Pedro Valadares
http://www.flickr.com/photos/83293410@N00/278618791/
Solar_definição
Solar_ tipo de residência ampla do passado construída com acabamento requintado, circundada por um terreno vasto, ocupado por jardim e quintal, situado na periferia ou arredores da cidade. Geralmente era a residência de campo de famílias abastadas. Possuía vantagens de uma residência rural convivência com o campo e abastecimento de alimentos e os benefícios de alguns serviços urbanos – como transporte para o centro, abastecimento de água encanada. No Rio de Janeiro, no século XIX, bairros como Tijuca e Botafogo possuíam este tipo de residência, assim como alguns bairros do Recife.
In: ALBERNAZ, Maria Paula e Lima, MODESTO, Cecília. Dicionário Ilustrado de Arquitetura. São Paulo: Proeditores, 2000.
Abaixo projeto de Pierre-Joseph Pézerat (1801-1872, Solar da Marquesa de Santos, atual Museu do I Reinado; projeto de Pézerat, c.1826.
Crédito: Patrimônio Construído: as 100 mais belas edificações do Brasil. São Paulo: Editora Capivara, 2002.
Fachada de fundos do Solar da Marquesa de Santos.
Crédito: Luiza Reis in www.imprensa.rj.gov.br.
Clarabóia que encima a escadaria do Solar da Marquesa de Santos.
Crédito: Patrimônio Construído: as 100 mais belas edificações do Brasil.
São Paulo: Editora Capivara, 2002.


In: ALBERNAZ, Maria Paula e Lima, MODESTO, Cecília. Dicionário Ilustrado de Arquitetura. São Paulo: Proeditores, 2000.
Abaixo projeto de Pierre-Joseph Pézerat (1801-1872, Solar da Marquesa de Santos, atual Museu do I Reinado; projeto de Pézerat, c.1826.
Crédito: Patrimônio Construído: as 100 mais belas edificações do Brasil. São Paulo: Editora Capivara, 2002.
Fachada de fundos do Solar da Marquesa de Santos.
Crédito: Luiza Reis in www.imprensa.rj.gov.br.
Clarabóia que encima a escadaria do Solar da Marquesa de Santos.
Crédito: Patrimônio Construído: as 100 mais belas edificações do Brasil.
São Paulo: Editora Capivara, 2002.


quinta-feira, 29 de julho de 2010
De Stijl (1917 e 1931) 4 Mondrian
Mondrian. processo de abstração
Figuras de Renato de Fusco. Arte Contemporânea. Martins Fontes
- a linguagem neoplástica tem uma atitude analítica em relação à arte e dedica-se à reexaminá-la, a partir de Seurat e Cézane, na linha auto-reflexiva. Acredita numa lógica “evolutiva” das formas naturalísticas à abstração. Donde o termo abstrato significa: “invenção de um sistema de arte constituído por unidades de base constantes e por regras gramaticais e sintáticas precisas, que tornam possível o seu funcionamento em contextos diferentes”. A abstração do the Stijl tem esse significado essencial: “reduzir a variedade infinita do universo fenomênico a elementos limitados e constantes” e a regras combinatórias.
Concretismo, reavaliação da denominação da abstraçãopor volta de 1930, uma nova concepção da arte da formatividade. O produto da arte (abstrata) constitui um objeto concreto.
Abstração significado dicionário:
O termo abstrato vem de abstrair, que significa tirar, remover, trazer de dentro. Fazer uma abstração significa, assim, considerar um aspecto de alguma realidade desprezando outros, trazer à luz certas características de alguma coisa fazendo abstração das demais. Abstração - Operação pela qual o espírito separa mentalmente coisas de fato inseparáveis.
Abstrato - O que resulta de uma abstração. O contrário de concreto.
Figuras de Renato de Fusco. Arte Contemporânea. Martins Fontes
- a linguagem neoplástica tem uma atitude analítica em relação à arte e dedica-se à reexaminá-la, a partir de Seurat e Cézane, na linha auto-reflexiva. Acredita numa lógica “evolutiva” das formas naturalísticas à abstração. Donde o termo abstrato significa: “invenção de um sistema de arte constituído por unidades de base constantes e por regras gramaticais e sintáticas precisas, que tornam possível o seu funcionamento em contextos diferentes”. A abstração do the Stijl tem esse significado essencial: “reduzir a variedade infinita do universo fenomênico a elementos limitados e constantes” e a regras combinatórias.
Concretismo, reavaliação da denominação da abstraçãopor volta de 1930, uma nova concepção da arte da formatividade. O produto da arte (abstrata) constitui um objeto concreto.
Abstração significado dicionário:
O termo abstrato vem de abstrair, que significa tirar, remover, trazer de dentro. Fazer uma abstração significa, assim, considerar um aspecto de alguma realidade desprezando outros, trazer à luz certas características de alguma coisa fazendo abstração das demais. Abstração - Operação pela qual o espírito separa mentalmente coisas de fato inseparáveis.
Abstrato - O que resulta de uma abstração. O contrário de concreto.
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